A LEI É QUE NOS CONDUZ PARA UM BOM CONVIVIO NA SOCIEDADE.'.

O ESTADO, foi criado para que o ser humano, não mais resolve-se seus conflitos, por sua conta e risco. A legislação é que nos dá um norte. A educação e a formação escolar e toda qualificação que temos nos dá a possibilidade de termos uma vida melhor.'. A M.'. nos revela valores e princípios e cabe a nós aplica-los e seguirmos em frente, em prol do bem comum.'.TFA.'.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

MAÇONARIA UNIVERSAL .'. e S E C U L A R I S M O .'.

Maçonaria e Secularismo

secularismo é um conjunto de princípios legais baseados no primado da liberdade de consciência; não é uma arma contra as religiões, nem uma religião civil. A universalidade da lei comum não deve referir-se a nenhuma das várias religiões para se impor a todos os cidadãos. Uma loja maçónica é um lugar de aceitação da diferença, de pacificação de intercâmbios. Isto porque a Maçonaria considera que o secularismo é um princípio universal de pacificação social.
A oportunidade que nos é oferecida de questionar aqui as ligações entre a Maçonaria e o secularismo é particularmente bem-vinda.
Princípio emblemático da tradição republicana francesa, sacralizado pela Terceira República e considerado “intangível” até 1940, o secularismo é hoje o lugar de um profundo esquecimento e, no momento em que ele é perigosamente desafiado pelos “fanatismos” e intolerâncias, sejam eles culturais, políticos, económicos, religiosos, raciais, não é mais propriamente defendido e a pior das confusões reina em torno da noção…
Às vezes, o secularismo é confiscado a favor de um projecto identitário e usado como uma arma contra o Islão. Outras vezes, e ao contrário, pode dizer-se, ele é reduzido a um simples princípio de tolerância a serviço de um projecto multicultural de organização de designações identitárias. Ele é também apresentado como uma espécie de religião civil – aquela daqueles que não teriam nenhuma religião – quando não é visto como uma mera máquina de guerra contra convicções e sentimentos religiosos!… Cada um à sua maneira, todos estes discursos constituem tantas desnaturações do secularismo republicano.
É verdade que no nosso país a Maçonaria é sempre associada ao secularismo. Com as suas tomadas de posição vigilantes a cada suposta ameaça, ela seria até vista – sem trocadilho – como “guardiã do templo”! …

A inspiração das lojas

Desde os seus primeiros passos, a moderna Maçonaria desenvolve um pensamento universalista.  As Constituições de Anderson – o seu texto fundador – anunciam que ela se pretende tornar o “Centro da União, [permitindo] uma amizade sincera entre pessoas que poderiam ter permanecido a uma distância perpétua”, seja por razões políticas, religiosas ou nacionais.
A loja que trabalha neste “centro da união” é uma comunidade que implementa uma “fraternidade electiva” em busca do pluralismo social, político e religioso. Ela só pode existir e durar porque é soldada por rituais rigorosos e eficazes.
A Loja Maçónica em trabalho é também um método, uma disciplina que contraria toda a espontaneidade e se opõe a todas as inclinações naturais, para realizar uma mudança de estrutura mental para assegurar a superação de intercâmbios interpessoais em benefício da unidade da loja. É uma contracultura tradicional na qual os Maçons, protegidos pelo segredo dos seus intercâmbios, se tornam tantos “contrabandistas” heterodoxos.
O que esta contracultura propõe é, antes de tudo, o trabalho sobre si mesmo – os Maçons falam do seu “templo interior” que torna possível encontrar a unidade interior, reconciliar-se consigo mesmo, a condição primeira para poder para realmente abrir para os outros que eles aprenderam a ver como irmãos e, ao fazê-lo, trabalhar para a melhoria da humanidade – no “templo da humanidade” – Esta contracultura afirma-se como um continuidade espiritual, uma tomada de consciência da solidariedade universal.
Ela é o lugar de uma certa igualdade, marca de tolerância e de abertura. Em loja, aceitar a diferença do outro, aceitar a sua palavra e a respeitar é, para todo Maçon, um requisito absoluto. Mas a tomada em consideração desta alteridade é feita no âmbito de referências comuns que não podem ser transgredidas.
Com as suas ferramentas tradicionais de pacificação progressiva das relações, a Maçonaria é, portanto, uma espécie de laboratório de sociedade, laboratório do laço social que faz germinar naturalmente o princípio do secularismo.
Embora supervisionadas de perto, as lojas maçónicas foram, na sociedade política muito fechada do século XIX francês, as únicas associações activas toleradas e, portanto, naturalmente, os lares subterrâneos do essencial da vida intelectual e política do país. É por isto que, desde a capitulação de Sedan, a República surgirá toda armada de lojas. Léon Gambetta, e todos os Jules, Simon, Grévy, Favre e especialmente Ferry, para citar apenas estas eminentes personalidades da primeira geração republicana, todos vieram directamente das lojas.

A construção republicana do secularismo

A República tem por ambição uma construção permanente do laço cívico além das designações identitárias de cada um, na busca e preservação do que é comum a todos. No final do século XIX e início do século XX, a Maçonaria será participará verdadeiramente dos combates políticos para a construção do secularismo do Estado e as concepções que ela defenderá não serão diferentes daquelas que a República se vai dedicar a implementar.
O secularismo é um conjunto de princípios jurídicos baseados no primado da liberdade de consciência. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26 de Agosto de 1789, tem a religião por uma “opinião” como qualquer outra (Artigo 1.0), que surge, portanto, exclusivamente da liberdade de cada um. Isto necessariamente decorre da igualdade de todas estas opções espirituais aos olhos da lei e, portanto, a igualdade de todos os cidadãos, independentemente das suas opiniões ou religião. A universalidade da lei comum que não se deve referir a nenhuma das diferentes religiões para se impor ao conjunto dos cidadãos é indispensável.
O secularismo torna-se, assim, um princípio de organização social.  O poder público e a esfera a ele associada, com vistas a constituir, estabelecer e garantir os direitos e liberdades que beneficiarão a universalidade dos cidadãos, deve estar sujeitos a uma reserva absoluta em matéria de opções espirituais.
A esfera privada é a dos indivíduos e das comunidades, livre no respeito a lei.  Cada cidadão devem poder exercer estas liberdades individuais e privadas, que são as liberdades de consciência, de opinião religiosa ou outras – e da expressão, fora do domicilio privado, ao nível do espaço civil aberto a todos, no respeito ao direito comum e à ordem pública.
Ao mesmo tempo, o Estado garante a independência destas duas esferas e da unidade da comunidade política dos cidadãos em torno de valores comuns compartilhados.
Numa sociedade secular, o reconhecimento do direito de cada um construir e expressar a sua diferença é, portanto, sempre concebida num espaço de relacionamento, confronto e diálogo com os outros. Este comportamento representa, obviamente, um ideal difícil de construir e alcançar, que produziu no nosso país um modo de vida que é objecto de um consenso duradouro.
Ninguém precisa conhecer as escolhas filosóficas ou religiosas uns dos outros, elas pertencem-lhes. Ninguém precisa de as conhecer, especialmente o Estado, que se proíbe de os recensear. Aqui, novamente, a religião é entendida como uma escolha individual, uma opinião – que se pode mudar – e não como um pertencimento. O culto público, que é legítimo, é praticado em lugares que lhe são normalmente reservados  e isto traduz-se no nosso país pelo surgir gradual de uma cultura compartilhada da discrição das expressões religiosas na sociedade civil.
É a própria essência da tradição histórica e jurídica francesa que vê nessa discrição compartilhada a melhor maneira de garantir que todos tenham a oportunidade de viver juntos numa convivência serena e pacífica, baseada no respeito aos diferentes pensamentos.
Fundamentalmente, se o secularismo francês respeita todas as opções espirituais, é antes de tudo na medida em que elas são expressões da liberdade de consciência dos cidadãos. Assim, a República estará, sem dúvida, menos preocupada expressamente com o indivíduo cuja afiliação a uma comunidade é adquirida do que com o ateu, o agnóstico ou o crente individualista que rompe com o seu grupo, porque eles estão sozinhos e a sua liberdade precisa da protecção do Estado, que também deve ser capaz de proteger o direito de acreditar e de blasfemar.

Os desafios do presente

A construção republicana define-se pelo seu carácter universalista, do qual o secularismo é uma ferramenta essencial.. Actualmente, assistimos a um ressurgir de manifestações de afirmação identitária inspiradas na religião, mas que vão muito além das questões de culto, desafiando abertamente o secularismo e os princípios republicanos. E também observamos que a liberdade de consciência e a igualdade de todos recuam e não são mais garantidas em certos espaços privados.
No exacto momento em que, portanto, parece que o nosso secularismo constitucional devia, sem dúvida, ser exercido, além dos serviços públicos, na protecção do espaço social, “um lugar de compartilhamento sob o olhar dos outros”, em face de demandas urgentes de expressão religiosa, percebemos que o secularismo perdeu muito da sua força simbólica. O Estado republicano tem o dever de se envolver na defesa de projectos universalistas diante  ataques comunitaristas de certos grupos de pressão.
Como as lojas sabem fazer, a República deve esforçar-se para criar públicos comuns.  Ela deve saber lutar contra as discriminações com base na igualdade, apresentando o que é comum aos indivíduos e grupos sociais, e não através do reconhecimento identitário, que se fechará como uma armadilha implacável sobre o cidadão e os seus direitos.
Um estado neutro, sensível apenas à liberdade do cidadão individual é um modelo moderno e portador de progresso para o futuro. O seu instrumento fundamental é o secularismo, que por si só é capaz de impregnar um pensamento universalista da diversidade, livre da vulgata culturalista que actualmente se está a espalhar sem restrições alguma no debate político e na Comunicação Social. Ela aparecerá então como um princípio universal de pacificação social.
Jean-Philippe Hubsch
Adaptado de tradução feita por José Filardo

RITO ESCOCÊS PRIMITIVO - FREEMASONS .'. TFA A TODOS .'.

A aclamação escocesa no Rito Escocês Primitivo

Muitos são os maçons em cujos Trabalhos rituais se faz uso de uma Palavra em duas sílabas pronunciadas de diferentes maneiras de acordo com o Rito. Esta palavra sempre carrega uma Maiúscula e muitas vezes está escrita em letras maiúsculas. Além disto, a palavra é parte integrante de uma designação que inclui um atributo de identidade caro aos Maçons para formar uma expressão que acompanha:
  • A proclamação da abertura e a declaração de encerramento dos Trabalhos nos três primeiros graus em Loja Simbólica,
  • Igualmente nas Recepções desses três Graus,
  • Ou ainda nas Sessões particulares, tais como de Lembrança e Fúnebres, durante as quais será feito para adoptar uma formulação incluída num Ritual previsto para esta finalidade.
Prescrito nos actos rituais, o enunciado desta palavra exige duas expressões, uma corporal e a outra sonora, precedida de Sinais, entre as quais a Bateria. São, assim, solicitados alternadamente os sentidos ligados à audição, visão, gestual, e finalmente vocal.

Quem sou eu?

Perfeitamente integrado no curso dos Trabalhos, revestido da especificidade comum aos vocábulos incluídos nas cerimónias, esta palavra está em linha com o ritualismo, pela sua grafia (primeira letra maiúscula),a  sua adição de um valor qualitativo (adjectivo que a precede ou a segue) ou de uma medida quantitativa (simples ou tripla), que lhe dão uma marca conferida pelo Rito.
Pronunciada em muitas ocasiões e, invariavelmente, três vezes em seguida, encontramo-nos pela primeira vez esta palavra na chamada geral do Mestre da Loja, imediatamente após a invocação ao Grande Arquitecto do Universo, como um apóstrofo indicando a passagem do mundo secular, a partir daí abandonado, ao espaço sagrado do Templo. Esta chamada sela a união e a adesão dos participantes aos Trabalhos, como um hino cujo acordo perfeito é dividido em três etapas:
  • Na primeira, corporal nos gestos correspondentes ao Sinal de Ordem do Grau dos Trabalhos em Loja,
  • Imediatamente encadeado em segunda etapa pela Bateria do Grau dos Trabalhos, chamada simples e, Loja de Aprendiz porque composta de três golpes, e dita ” tripla Aclamação na Câmara do Meio,
  • Finalmente, em terceira instância, o último elemento não corporal, mas sonoro que fecha a intervenção Assembleia que se cala sobre o Mestre da Loja.

Eu sou a Aclamação Escocesa.

Esta aclamação surge directamente da tomada da palavra colectiva à altura de uma única palavra pronunciada, se não é gritada três vezes consecutivas, sabendo que ele mantém o seu desenvolvimento em três acções separadas em todos os Graus. Com efeito, é evidente constatar o fluxo dessa palavra cantada por todos, além de visitantes aceitos no Templo, e os Aprendizes normalmente sujeitos à regra do silêncio.
Esta aclamação no seu desenrolar é realmente bem pontuada, ou seja, sincronizada nessas três etapas, e ela é reproduzida numa ordem idêntica no encerramento dos Trabalhos, segundo procedimento correspondente, ou seja, precedida pela invocação ao Grande Arquitecto do Universo renovada uma última vez antes que todos os participantes em Loja deixem o Templo sob a Lei do Segredo dos Trabalhos que acabam de ter lugar.
Esta Aclamação é expressa, como já dissemos, três vezes com uma única palavra: Huzza (pronuncia Huzzé).

Mas o que quer dizer Huzza?

O nosso Ritual estipula ” Aclamação Escocesa “. A lembrança do Iniciado dá uma precisão complementar quanto à sua interpretação esotérica traduzida da seguinte forma: ” Esta é minha força “, alusão ao Grande Arquitecto do Universo, que assenta perfeitamente este grito imediatamente dados após a sua invocação pelo Mestre de Loja, como foi recordado acima.
Sabemos também que um grande número de vocábulos do ritualismo maçónico, e isto em vários ritos têm origem em línguas mais antigas, incluindo o latim, hebraico, grego, árabe e … Huzza não é uma excepção a esta regra.
Houzza seria assim derivado da interpretação fonética “Houzzé”. Na origem, trata-se de O’Z-ZE, composto pela raiz O’Z e do sufixo ZÉ que viria do hebraico ‘ Oza” significando ” força ” e ” poder ” e é dessa língua que foi tirada a origem da palavra ‘ Huzzé”, que significa “Vida”, com a introdução de uma outra palavra que tomaria, ela também lugar em certos ritos; trata-se de “Vivat”.
De acordo com Albert Lantoine, Huzzé pronunciado três vezes é uma velha aclamação escocesa, cuja origem inglesa significa “Viva o Rei”, por analogia com o termo “Vivat” mais comumente usado no sentido de “bravo”, enquanto que vivat tem, no entanto, o sentido de “vida “.
Os antigos árabes, que usavam esta palavra nas suas ovações, tinham dado este nome a Deus na sua língua. No antigo Egipto, os sacerdotes e iniciados usava um ramo de acácia que tinham baptizado “houzza”.
Uma outra explicação é revelada, notadamente a deformação de Houzzé em Hochée ou Hosana, grito de alegria que é encontrado nas narrativas da entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos. Esse grito de júbilo encarna a vitória e traduz-se por “assim salva”.
Após este percurso intercontinental, voltemos à escritura desta palavra inglesa na sua forma mais recuada através dos tempos. Segundo Vuillaume, é de recordar que Huzza com maior precisão na sua pronúncia como ” Houzzai ”, que difere da sua escrita.

Porquê?

Porque esta escrita, não muito distante de fonética é a mais apropriada à personificação de uma alegria em resposta ao Vivat dos latinos, e encontramos a implicação dada a esta palavra pelos comentaristas da época que a associaram um fervor popular em favor do rei.
Em resumo, Huzza deve é só um símbolo da uma Aclamação, mas oferece nuances salvadoras que se relacionam não apenas com a força ou o poder, mas à vitória, e para os Ocidentais à alegria e à vida.
Enquanto que para:
  • Albert Lantoine a palavra Huzzé tem valor sinónimo de Hurra!
Nota: como tal, a palavra deve aproximar-se do verbo ”Huzzar’ ‘ traduzido do inglês para o português pelo verbo aclamar. Ele produziu a Aclamação que conhecemos, que se inscreve no prolongamento da Bateria qualificada de Alegria. Esta Bateria fazia-se sempre em honra de um evento feliz para uma Loja ou um irmão, e hoje é estabelecido o facto de que os Maçons Escoceses usam esta Aclamação, principalmente no momento da Recepção de um Candidato quando o Venerável pede uma Bateria de Alegria em sinal de júbilo por uma aquisição feliz que fez a Maçonaria em geral e a Loja em particular. E para:
  • o autor do livro Telhador do Escocismo, Francois Henri Stanislas Delaunay, esta palavra expressa uma tradução melhorada da ”palavra de ordem ” mencionada acima: “Viva o rei!” com vocação para substituir o nosso Vivat (originário do latim). Delaunay confirma a afirmação de Vuillaume quanto à grafia desta palavra e relatamos aqui a sua proposta exacta tal como ele a transmite na página 5 do seu livro supracitado:
” A bateria faz-se em três golpes iguais. Aqui junta-se a tripla aclamação Huzé, que deve ser escrita HUZZA, palavra inglesas que significa: Viva o Rei, e que substitui o nosso Vivat”.
Nota: esta interpretação tinha por objectivo lembrar que os Maçons, tão irritantemente denunciados como inimigos do trono, não escondem a sua alegria muito perceptível na sua sessão, na sua assembleia, no seu banquete, através de um grito que não tem outra pretensão que não seja uma homenagem ao soberano reinante pela expressão: ” Viva o rei! ”.
Na verdade, esta segunda análise está em perfeita coesão com as obrigações de um Maçon estabelecidas pelas famosas Constituições de Anderson, que descrevem no seu Capítulo II – Do magistrado civil supremo e subordinado:
“Um Maçon é um súbdito pacífico do Poder Civil, onde quer que more ou trabalhe, nunca se envolverá em complots ou conspirações contra a paz ou o bem-estar da nação e nem se comportará irresponsavelmente perante os magistrados…”
Para terminar, algumas linhas sobre o emprego da Aclamação Escocesa
Para nós, Maçons que trabalhamos segundo os rituais do Rito Escocês Primitivo, quaisquer que sejam os nossos Graus e qualidade, incluindo os Aprendizes obrigados ao silêncio, todos em uníssono, gritamos três vezes Huzzé levantando o braço direito estendido horizontalmente, palma da mão voltada para o chão, em sinal de lembrança do juramento feito, porque, no momento dessa prestação tínhamos este mesmo braço direito estendido e a mão sobre a Bíblia. A cada Sessão, expressamos juntos a nossa alegria, certamente, mas confirmamos a nossa vontade e a nossa força na renovação das promessas que fizemos no primeiro dia, o dia da nossa Iniciação.
Vimos que esta palavra é declinada em diferentes escritas e fonéticas, sobre as quais nos vamos concentrar alguns minutos, porque somos chamados a ouvi-las nas nossas Viagens. Se esta palavra difere de um rito para outro, em alguns deles, ela é totalmente ausente, nomeadamente do Rito Escocês Rectificado.
Em uso no R∴ E∴ A∴ A com a fonética Houzzé, a pronúncia e escrita de acordo com os Usos antigos são mantidos no Rito Escocês Primitivo em benefício de Huzza. Nos rituais da Maçonaria Escocesa em Sete Graus pela Loja Mãe Escocesa da França no Oriente de Marselha fez-se a adopção da Bateria seguida pela tripla Aclamação Huzzé. Quanto à Aclamação “Vivat ”, de acordo com as Lojas e Oficinas, ela é usada para o rito Francês em concorrência com o tríptico ”Liberdade, Igualdade, Fraternidade “. Por outro lado, e mais habitualmente, os Rituais para os Trabalhos de Mesa empregam para os cinco Brindes a Bateria tripla seguida por um triplo Vivat. Em caso de Banquete branco do qual participam profanos, não acontecem Bateria nem Aclamações rituais. No entanto, podem ser batidos os “bans”, seguidos da tripla Aclamação: “Vivat, Vivat, Vivat”.
Podemos, ainda, houver outra Aclamação: ” Vivat, Vivat, Semper Vivat ”, cuja tradução é: “Que ele viva, que ele viva, que ele viva sempre”’, a respeito da qual Jules Boucher disse o seguinte: ” Esta aclamação foi utilizada por muito tempo nas Lojas, antes que fosse adoptada a fórmula ” Liberdade, Igualdade, Fraternidade “. Contrariamente à opinião geral, achamos que esta última divisa foi adoptada pela Maçonaria, na esteira da Revolução Francesa, e que não foi a Maçonaria quem deu esta divisa à Revolução. A Maçonaria manifestou, assim, uma espécie de oportunismo que, infelizmente, ela não esteve isenta durante a sua existência. 
É por isto que esta divisa retomou o seu nome de Aclamação dita maçónica noutros Ritos articula-se, com frequência, em torno não da divisa da qual se apropriou a República (francesa), mas do ternário ”Liberdade, Igualdade, Fraternidade “, brandido por alguns Potência, e precisamente pelas mais importantes. Paradoxo sem surpresa, uma vez que são elas que reivindicam a igualdade e a fraternidade, enquanto se consideram as únicas mais regulares e autênticas, eles estão em plena faculdade de discriminação das Formações entre as quais elas não se reconhecem, de modo que algumas entre elas que rejeitam a validade da Iniciação de Maçons de Lojas não colocadas sob a sua tutela, mesmo se eles trabalham com os mesmos Rituais. No entanto, devemos bem admitir que a igualdade entre todos os homens nem sempre foi colocada no perímetro e na paisagem maçónica, uma vez que as antigas Lojas operavam uma distinção entre os homens originários da nobreza e os originários da burguesia.
Em conclusão, retomando desta vez sobre a proposta de Jean-Pierre Bayard
Notemos que por engano escrevemos com frequência que Louis Claude de Saint-Martin era o autor desta fórmula do ternário sagrado. Não é assim: St. Martin nunca usou essa aclamação e as oficinas martinistas não conservaram dela qualquer traço. Não foi, portanto, a Maçonaria que inventou este ternário, mas a República da 1792. A Maçonaria, respeitosa do poder estabelecido, retomou esta aclamação ”Liberdade, Igualdade, Fraternidade ”, que figurava como uma divisa nos papéis do novo Estado. Vamos lembrar-nos do famoso estudo de Robert Amadou (um próximo de Robert Ambelain) publicado sob o título ” Liberdade, Igualdade, Fraternidade ” na revista Renaissance Traditionnelle a partir dos números 17-18 de Janeiro de 1974”.
Adaptado de tradução feita por José Filardo

GRANDE ENCONTRO MAÇÔNICO NA EUROPA - LISBOA PORTUGAL .'.

Maçonaria Europeia reunida em Lisboa

Grande Loja Simbólica de Portugal vai organizar a Assembleia Geral Extraordinária da Aliança Maçónica Europeia, no próximo dia 22 de Junho, em Lisboa.
Trata-se de um importante evento da Maçonaria Europeia onde vão estar presentes os lideres das principais Obediências Maçónicas da Europa.
Nessa reunião irão ser abordados os principais temas da actualidade social da Europa e delinear uma estratégia conjunta através da Aliança Maçónica Europeia.
Irá ser enunciada uma declaração publica no final desta Assembleia Magna.
A organização deste importante evento maçónico é da responsabilidade da Grande Loja Simbólica de Portugal.
É a terceira Obediência Maçónica portuguesa, com Lojas Maçónicas em todo o território nacional, que se tem pautado por uma particular descrição na Sociedade Portuguesa.
Têm uma estreita ligação ao Grande Oriente de França ( a maior Obediência Maçónica da Maçonaria Liberal a nível mundial), possui Tratados de Amizade e Reconhecimento Mutuo com as principais Obediências Maçónicas da Maçonaria Liberal e são membros das principais Organizações Maçónicas internacionais, nomeadamente AME- Alliance Maçonnique Européenne, UMM – União Maçónica do Mediterrâneo e CLIPSAS, onde são particularmente activos.
A Grande Loja Simbólica de Portugal instalou pela primeira vez, em Portugal, o Rito Antigo e Primitivo Memphis Misraim e o Rito de Emulação na Maçonaria Liberal. Actualmente trabalha também o Rito Escocês Antigo e Aceite com a Carta Patente do Grande Oriente de França.

FREEMASON - OS DIVERSOS CALENDÁRIOS MAÇÔNICOS .'. TFA A TODOS .'.

Os diversos Calendários Maçónicos

old calendarO calendário maçónico é baseado no começo ou na data de um evento. As Lojas maçónicas têm diferentes ritos e cada um usa um calendário maçónico diferente para celebrar a data de um começo histórico, como a criação do mundo ou um evento histórico específico do rito. Os dados são usados em documentos maçónicos oficiais.
Os dados históricos são simbólicos e não devem ser considerados como uma crença maçónica. Os calendários estão ligados à criação de luz física no universo, com o nascimento espiritual da Maçonaria e a luz intelectual do candidato.
A grande maioria dos calendários começa com a palavra latina Anno, que significa “no ano de”. Existem também as abreviaturas E. C., que significa Era Comum, e E. V. para Era Vulgar. Os Cristãos chamam-na de Era Cristã (E. C.) ou Depois de Cristo (d. C.) e Antes de Cristo (a. C.). O estudo dos calendários maçónicos pode ser frustrante se não se conhece as razões e o simbolismo que eles contêm, mas enriquece o rito que é praticado.
Algumas pessoas anti maçonaria, sem cultura e sem conhecimento de latim, têm insinuado que Anno Lucis, significa o Ano de Lúcifer, explicação totalmente longe da verdade. Na antiguidade todos os certificados maçónicos, placas e documentos eram escritos em latim, pelo que as datas eram baseadas nesse idioma.
A única ideia é mostrar que os princípios que a Maçonaria manipula são tão antigos quanto a existência do mundo.

As Lojas simbólicas

Anno Lucis. O Ano da Luz (A. L. ou A. La), ou o Ano da Verdadeira Luz (A. D. V. L.), simboliza o ano da criação do mundo por Deus. Este calendário não é exclusivo da Maçonaria; foi também usado pela Igreja Católica, por Imperadores e Reis nas suas comunicações.
Significado Histórico: O Ano da Luz, significa o ano da criação do mundo (aproximadamente 4.000 anos antes da Era Comum), como se pode ler no terceiro verso do Génesis na versão da Bíblia do Rei Jaime, bem como na Torá: (1,3) – “E Deus disse, que haja luz e fez-se luz“.
As Lojas Simbólicas do R.E.A.A., Rito Francês, Rito de York na América e na Europa, usam a palavra Anno Lucis (Ano da Luz).
Cálculo: O Anno Lucis acha-se, adicionando 4.000 anos (desde a criação do mundo até à presente data): 4000 aC. + 2019 d.C. = 6019 (Anno Lucis). O ano começaria em 1 de Março e terminaria em 28 (ou 29, se aplicável) de Fevereiro do ano seguinte. A datação maçónica é obtida de acordo com o seguinte exemplo: 1 de Março de 2019 = 1º dia do 1º mês de 6019. Os meses são nomeados segundo o nome do calendário hebraico.
Relevância: O calendário das Lojas Simbólicas celebra a criação do mundo. Na teologia convencional, acreditava-se que a Terra foi criada há 4000 anos.

Rito Escocês Antigo e Aceite

Anno Mundi: No ano do mundo (A. M. ou Aa Ma). É a data que indica o ano em que Deus criou o mundo de acordo com o calendário hebraico, de acordo com os cálculos da genealogia encontrados no livro de Génesis. É usado nos altos graus de R. E. A. A..
Significado histórico: O Anno Mundi começa com a criação do mundo e é baseado no calendário hebraico. O ano começa em Setembro, ao contrário do calendário gregoriano que usamos actualmente, no qual o ano começa em Janeiro.
Existem diferenças marcantes entre o calendário hebraico e o calendário gregoriano. No calendário hebraico, alguns meses têm 29 dias e outros, 30.É um calendário lunisolar, ou seja, é baseado nos movimentos da terra ao redor do sol (ano) e da lua ao redor da terra (mês), com base num complexo algoritmo para calcular as estações do ano e as fases da lua. Cada dia começa a contar-se ao pôr do sol que é a hora zero; De acordo com o Génesis, quando Deus criou o tempo, criou primeiro a noite e depois o dia.
Cálculo: O Anno Mundi é calculado adicionando 3760 anos ao calendário actual ou Era Vulgar (E. V.) (3760 + 2019 = 5779). Depois de Setembro, acrescenta-se um ano mais. Os meses e dias são designados pelos seus nomes hebraicos.
  • NISSAN – 21 Março – 20 Abril;
  • JIAR – 21 Abril – 21 Maio;
  • SIVAN – 22 Maio – 21 Junho;
  • THAMOUZ – 22 Junho – 23 Julho;
  • ALO – 24 Julho – 23 Agosto;
  • ELoUl – 24 Agosto – 23 Setembro;
  • TISHRI – 24 Setembro – 23 Outubro;
  • MARJEVAN – 24 Outubro – 22 Novembro;
  • KIsLeY – 23 Novembro – 21 Dezembro;
  • TEBETH – 22 Dezembro – 21 Janeiro;
  • SHEVAT – 22 Janeiro – 19 Fevereiro;
  • ADAR – 20 Fevereiro – 20 Março.
Relevância. O calendário do Rito Escocês Antigo e Aceite celebra a criação do mundo 3760 / 3761 anos antes da Era Comum (E. C. ou E. V.).

Rito Francês ou Moderno

O Rito Francês usa o Anno Lucis. O Ano da Luz (A.L. ou A. La) ou o Ano da Verdadeira Luz (A. D. V. L.) é o ano da criação do mundo por Deus. Também acrescenta 4000 anos à data actual, mas o ano maçónico começa em 1 de Março.
Este mês leva o nome da ordem numérica que ocupa e é então chamado de primeiro mês, Abril é o segundo mês e assim por diante.
Cálculo: O Anno Lucis calcula-se somando 4000 anos ao calendário Gregoriano ou Era Vulgar (4000 + 2019 = 6019); costuma-se datar o Rito Francês assim: quinto dia do primeiro mês de 6019 A. L. (5 de Março de 2019).

Rito de York – Cavaleiros Templários

Anno Ordinis. O ano da Ordem (A. O. ou Aa Oa) – 1118 E. C..
Significado Histórico: No ano 1118 E. C., nove cavaleiros franceses fundam a Ordem dos Pobres Companheiros de Cristo e do Templo de Salomão para proteger os peregrinos que se dirigiam à cidade de Jerusalém. O Rito de York e os Ritos dos Cavaleiros Templários baseiam o seu calendário na data da criação da ordem.
Cálculo: O Anno Ordinis obtém-se subtraindo 1118 anos da Era Vulgar, 2019 – 1118 = 901 A. O. (Ano da Ordem).
Relevância: O ano 901 A. O., celebra a existência operativa e especulativa dos Cavaleiros Templários cuja origem foi no ano 1118.

Rito de York – Capítulo do Arco Real

Anno Inventionis. No ano da descoberta. (A. I. ou Aa Ia) (530 a. C.).
Significado histórico: o rei Salomão construiu o primeiro templo. Zorobabel construiu o segundo templo, acredita-se que no ano 530 A. C. Pouco se sabe de Zorobabel, excepto que liderou o retorno dos judeus depois do seu cativeiro na Babilónia. Zorobabel foi governador da Judeia, nomeado pelo rei Ciro dos persas.
Cálculo: O Anno Inventionis é obtido adicionando 530 anos à data actual. Então 2019 + 530 = 2549 A. I. (ano da descoberta)
Relevância: O ano 2549 A. I. celebra a construção do segundo templo. Acredita-se que este templo foi construído muito perto de onde o antigo templo de Salomão foi construído.

Rito de York – Mestres Reais e Secretos (Maçonaria Críptica)

Anno Depositionis. Significa em latim, o Ano do Depósito. (A. Dep., aproximadamente 1000 a. C.).
Significado histórico: É o ano em que o primeiro templo de Salomão foi construído, e os seus segredos foram colocados sob as suas abóbadas, é por isso que se fala de Ano do Depósito. Os cálculos colocam-no 1000 anos antes de Cristo.
Cálculo: O calendário maçónico usado pelos Mestres Reais e Secretos é baseado na adição de 1000 anos ao tempo actual. 2019 E. C. ou E. V. + 1000 anos = 3019 A. Dep. (Anno Depositionis).
Relevância: O calendário maçónico dos Mestres Reais e Secretos da Maçonaria Crítica celebra o dia em que o templo de Salomão foi concluído.

Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraim

Luz do Egipto. A tradição Maçónica acrescenta 4000 anos à E. V.. O calendário começa no primeiro dia de Thoth (29 de Agosto) na misteriosa estação de Shah.
Significado histórico: O Calendário Egípcio ou do Rito Antigo e Primitivo de Memphis- Misraim, é composto por 12 meses, estes por sua vez por trinta (30) dias cada. No final do ano são adicionados cinco dias chamados epagómenos. Os meses são agrupados quatro por quatro, formando as três estações do ano: Outono (Sha), Inverno (Pre) e Primavera (Schemon). Cada estação tem 4 meses com os seus respectivos nomes. É necessário ver uma tabela para saber o nome do mês.
Cálculo: No Rito de Memphis-Mizraim usa-se o termo “Luz do Egipto” e calcula-se assim: para descrever 21 de Setembro de 2019: “21º dia do mês de Paophi, da estação do Sha, no ano 6019 da Luz do Egipto“.
Relevância: Como curiosidade, recorda-se que, em algumas tradições do Rito de Memphis-Mizraim, a sua cronologia começa no ano de 1292 antes da nossa era, a data em que Ramsés II assumiu o trono do Egipto.
Autor desconhecido
Tradução de António Jorge