A LEI É QUE NOS CONDUZ PARA UM BOM CONVIVIO NA SOCIEDADE.'.

O ESTADO, foi criado para que o ser humano, não mais resolve-se seus conflitos, por sua conta e risco. A legislação é que nos dá um norte. A educação e a formação escolar e toda qualificação que temos nos dá a possibilidade de termos uma vida melhor.'. A M.'. nos revela valores e princípios e cabe a nós aplica-los e seguirmos em frente, em prol do bem comum.'.TFA.'.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

CONHECENDO A MAÇONARIA - nos estamos com a G L O N A B -- Irs.'. Saudações fraternais

 SEMPRE O ETERNO APRENDIZ .´.

As Colunas na Maçonaria!
Há vários elementos na tradição maçônica que operam simultaneamente em dois planos: o visível e o invisível. As três colunas simbólicas — Dórica, Jônica e Coríntia — pertencem precisamente a essa categoria de símbolos que, embora originados na arquitetura clássica, foram elevados pela Maçonaria ao estatuto de linguagem iniciática. Elas não são apenas formas herdadas da antiguidade; são princípios condensados em pedra imaginária, pedagogias silenciosas que falam ao olhar antes mesmo de falar ao intelecto.
Quando o iniciado entra em contato com essas colunas, ele não está simplesmente diante de estilos arquitetônicos distintos. Está diante de uma narrativa simbólica sobre o próprio processo de aperfeiçoamento humano. A Maçonaria, como escola de construção interior, sempre soube que o homem aprende melhor quando ideias abstratas são encarnadas em formas concretas. Assim, força, sabedoria e beleza — tríade fundamental do pensamento maçônico — encontram nas ordens clássicas sua expressão visual mais duradoura.
Para compreender plenamente o alcance desse simbolismo, é necessário retornar brevemente às origens históricas dessas formas. As ordens Dórica, Jônica e Coríntia nasceram na Grécia antiga como soluções arquitetônicas que combinavam técnica, estética e proporção. Os gregos não viam a arquitetura como mera engenharia; para eles, construir era imitar a ordem do cosmos. Cada coluna obedecia a proporções matemáticas rigorosas, refletindo a crença de que a beleza surge quando a matéria se submete à harmonia universal.
A ordem dórica, a mais antiga, emergiu em um contexto cultural que valorizava a sobriedade, a firmeza e a clareza estrutural. Suas colunas eram robustas, de capitel simples, com proporções que transmitiam estabilidade e poder. Não havia excesso decorativo. Tudo nela falava de sustentação e permanência. Já a ordem jônica, surgida nas regiões costeiras da Ásia Menor, introduziu uma sensibilidade diferente: mais leve, mais refinada, mais intelectual. Suas famosas volutas — aquelas espirais que adornam o capitel — sugerem movimento, pensamento e equilíbrio dinâmico. Por fim, a ordem coríntia levou o impulso ornamental ao auge, com capitéis ricamente decorados por folhas de acanto, expressando exuberância, beleza e culminação estética.
Quando a Maçonaria especulativa se consolidou entre os séculos XVII e XVIII, ela herdou do imaginário construtivo medieval e renascentista não apenas ferramentas simbólicas, mas também o vocabulário clássico da arquitetura. Nesse processo de assimilação, as três ordens deixaram de ser apenas estilos construtivos e passaram a representar etapas do desenvolvimento interior do ser humano. O templo deixou de ser apenas edifício e tornou-se metáfora da alma em construção.
Dentro da leitura maçônica tradicional, a coluna dórica passou a ser associada à Força. Essa associação não é arbitrária; ela emerge diretamente da impressão visual que a coluna produz. A robustez do fuste, a simplicidade do capitel e a sensação de peso bem distribuído fazem da ordem dórica uma imagem quase inevitável da estabilidade. Contudo, a Força aqui não deve ser confundida com brutalidade. Trata-se da força moral, da firmeza de caráter, da capacidade de sustentar compromissos mesmo sob pressão.
Em termos iniciáticos, a coluna dórica fala ao Aprendiz. Ela lembra que nenhuma construção duradoura começa pela ornamentação. Antes da beleza e antes mesmo da plena compreensão, é necessário estabelecer base sólida. Disciplina, regularidade, domínio de si — esses são os alicerces invisíveis que a coluna dórica simboliza. É a pedagogia do fundamento: antes de elevar-se, é preciso firmar-se.
A coluna jônica introduz uma mudança de atmosfera simbólica. Se a dórica fala da estabilidade que sustenta, a jônica fala da inteligência que organiza. Suas volutas, com seu movimento espiralado, evocam imediatamente a ideia de pensamento em ação. Não por acaso, a tradição maçônica a associa à Sabedoria. Aqui, a força já não basta; ela precisa ser dirigida, compreendida, orientada por uma mente capaz de discernir proporções e relações.
A Sabedoria, nesse contexto, não é mera acumulação de conhecimento livresco. É a capacidade de perceber a ordem oculta nas coisas e agir de acordo com ela. A coluna jônica representa o momento em que o construtor interior deixa de agir apenas por disciplina e passa a agir por compreensão. Surge o equilíbrio entre rigor e flexibilidade, entre estrutura e adaptação. É a pedagogia da medida justa.
Há algo profundamente significativo no fato de a coluna jônica ocupar, simbolicamente, a posição intermediária entre a austeridade dórica e a exuberância coríntia. Ela funciona como ponte. Sem a sabedoria que ela representa, a força permanece cega e a beleza degenera em excesso vazio. A tradição maçônica, ao colocá-la no centro da tríade, sugere que o verdadeiro progresso humano depende dessa capacidade mediadora do intelecto disciplinado.
Quando se chega à coluna coríntia, o simbolismo atinge sua dimensão mais contemplativa. Aqui, a associação clássica é com a Beleza. O capitel ornamentado com folhas de acanto não é mero luxo decorativo; é a expressão de um princípio filosófico profundo: a harmonia plenamente realizada torna-se naturalmente bela. Na leitura iniciática, a beleza não é superficialidade estética, mas sinal de integração bem-sucedida entre força e sabedoria.
A Beleza maçônica é sempre consequência, nunca ponto de partida. Esse é um ensinamento implícito poderoso. A cultura contemporânea frequentemente inverte essa ordem, buscando resultados visíveis antes da maturação interior. O simbolismo da coluna coríntia recorda que a verdadeira beleza emerge quando a estrutura é sólida e a inteligência é clara. É o florescimento natural de uma construção bem conduzida.
Há ainda um aspecto psicológico sutil nessa tríade que merece atenção mais profunda. As três colunas podem ser lidas como estágios do próprio desenvolvimento humano. A fase dórica corresponde ao período da formação disciplinar, quando o indivíduo aprende limites, regras e autocontrole. A fase jônica corresponde ao despertar crítico e intelectual, quando a pessoa começa a compreender o porquê das estruturas. A fase coríntia corresponde à maturidade integradora, quando conhecimento e caráter se expressam com naturalidade e graça.
Essa leitura dinâmica ajuda a explicar por que a Maçonaria preservou com tanto cuidado esse simbolismo arquitetônico. Ele não é apenas decorativo nem meramente tradicionalista. Trata-se de um mapa condensado do processo de aperfeiçoamento humano. Cada coluna é um espelho de uma etapa interior.
Outro ponto digno de reflexão é que, nos rituais maçônicos, essas colunas frequentemente aparecem associadas aos oficiais principais da Loja. Essa associação reforça a ideia de que a liderança iniciática não se baseia apenas em autoridade formal, mas na incorporação equilibrada de força, sabedoria e beleza. Uma Loja simbolicamente saudável é aquela em que essas três qualidades permanecem em harmonia dinâmica.
Historicamente, a incorporação das ordens clássicas pela Maçonaria também dialoga com o espírito do Iluminismo, período em que a Ordem se consolidou em sua forma moderna. O resgate da antiguidade clássica, típico do pensamento iluminista, não foi apenas estético; foi também filosófico. Ao adotar as colunas gregas como símbolos, a Maçonaria alinhou-se a uma tradição que via na razão, na proporção e na harmonia caminhos para o aperfeiçoamento humano.
Contudo, reduzir o simbolismo das colunas a um racionalismo frio seria um equívoco. Há nelas também uma dimensão contemplativa e quase meditativa. O iniciado que verdadeiramente observa essas formas percebe que elas operam como arquétipos visuais. A dórica acalma pela estabilidade, a jônica convida à reflexão pelo movimento de suas volutas, e a coríntia eleva o olhar pela exuberância ordenada de seu capitel. São, cada uma à sua maneira, exercícios de percepção simbólica.
No contexto da pedagogia maçônica, isso tem implicações importantes. A Ordem sempre privilegiou o ensino por símbolos justamente porque o símbolo educa de forma mais profunda do que a instrução puramente verbal. As colunas falam simultaneamente ao intelecto, à imaginação e à sensibilidade estética. Elas ensinam sem impor, sugerem sem dogmatizar.
É interessante notar também que a tríade força–sabedoria–beleza aparece em diversas tradições filosóficas e esotéricas, o que sugere que a Maçonaria está trabalhando com um padrão simbólico bastante antigo. Em muitas correntes do pensamento ocidental, a ideia de que a construção perfeita exige base sólida, inteligência ordenadora e expressão harmoniosa surge repetidamente. As colunas clássicas oferecem uma visualização particularmente elegante desse princípio.
No mundo contemporâneo, marcado pela pressa e pela fragmentação, o simbolismo das três colunas talvez seja ainda mais relevante do que em épocas anteriores. Vivemos em uma cultura que frequentemente busca resultados coríntios — beleza, reconhecimento, visibilidade — sem passar adequadamente pelas etapas dórica e jônica da formação interior. O ensinamento silencioso dessas colunas é, nesse sentido, profundamente contracultural.
Elas recordam que não há verdadeira elevação sem estrutura, nem verdadeira harmonia sem compreensão. Recordam também que o processo de construção humana é necessariamente gradual. A pressa pode erguer fachadas impressionantes, mas apenas a disciplina paciente produz templos duradouros.
Ao final, contemplar as três colunas maçônicas é contemplar um programa completo de aperfeiçoamento. A dórica pergunta: sua base é firme? A jônica pergunta: sua mente é clara? A coríntia pergunta: sua obra expressa harmonia?
Essas perguntas, embora silenciosas, continuam ecoando nos templos maçônicos e, mais importante, na consciência daqueles que se dispõem a construir a si mesmos com a mesma atenção que um antigo mestre dedicaria à pedra.
Assim, aquilo que começou como solução arquitetônica na Grécia antiga transformou-se, nas mãos da tradição iniciática, em uma das mais elegantes sínteses simbólicas do caminho humano. As três colunas permanecem de pé não apenas na imaginação ritual, mas como lembrete permanente de que toda verdadeira construção — seja de pedra ou de caráter — exige força para sustentar, sabedoria para orientar e beleza para coroar.
E talvez seja exatamente por isso que, séculos depois de terem sido talhadas pela primeira vez, elas continuam ensinando em silêncio.

OBSERVAÇÃO: Querido Ir.'. nos permitimos reproduzir sua pubçicação pois saber é preciso sempre. SOMOS TODOS IRMÃOS .TFA.'.PP.'.SSU.'.

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